HubSpot analisa mercado de marketing digital na América Latina

A maneira como os profissionais fazem negócios mudou – enquanto na área de marketing são adotadas cada vez mais conteúdos visuais, os vendedores estão lentamente modificando o estereótipo de vendedor “persuasivo” para um consultor mais confiável. É o que aponta a pesquisa O Estado do Inbound 2018, realizada pela HubSpot com mais de 6 mil participantes – 23% dos pesquisados são CEOs e CMOs. Do total, 36% dos profissionais representam a América Latina.

Em sua 4ª edição, o relatório traz insights que auxiliam na estratégia de marketing e vendas das organizações para que possam acompanhar o mercado e crescer ao lado dos seus clientes. De acordo com Rodrigo Souto, gerente de marketing da HubSpot para o Brasil, o objetivo é entender como os profissionais enxergam as ações de marketing dentro das empresas e trazer dados estratégicos para as organizações:

“Para o levantamento, entrevistamos desde CEOs até colaboradores individuais, pois entendemos que, para a eficácia do marketing digital, é fundamental que essa comunicação seja clara e, principalmente, se inicie dentro da própria empresa. O Estado do Inbound traz insights estratégicos para as companhias e caminha ao lado do objetivo principal da HubSpot que é, a cada dia, encontrar maneiras para melhorar os resultados e a experiência dos nossos clientes e os clientes deles”, completa.

O estudo aponta, ainda, que a automação de marketing se torna cada vez mais relevante para as empresas na América Latina. 62% dos entrevistados na região acreditam que a estratégia de marketing de suas companhias é realmente eficaz – em 2017, esse número era de 60%. Além disso, os pesquisados acreditam que a implementação de uma estratégia de inbound marketing eficaz impacta positivamente no ROI da organização. 31% dos executivos apontam a comprovação desse índice como prioridade. Além disso, também estão entre as prioridades dos times de marketing, a conversão de leads em clientes (75%), aumento de tráfego para o site (47%) e aumento da receita derivada de clientes da casa (45%).

Curiosidade no Brasil

Os participantes do estudo no Brasil apontam que a instabilidade econômica do País afetou diretamente as estratégias de marketing digitaldas suas empresas. 36% afirmam ter aumentado os esforços em Inbound Marketing motivados pelo cenário econômico.

As equipes de marketing na região devem, inclusive, manter (ou aumentar) a presença em vídeos do YouTube, Instagram e Facebook, além de se concentrarem em descobrir como fazer negócios em aplicativos profissionais como o LinkedIn, o Snapchat e o Slack – ainda apontados como um mistério para a maioria das empresas.

Outros dados da pesquisa

– Empresas com projetos de automação de marketing costumam confiar mais em suas estratégias – 75% dos pesquisados;

– Entre as metas relacionadas ao marketing de conteúdo, estão: aumento de presença orgânica/SEO (59%), a própria automação de marketing (52%) e a criação de conteúdo para blog (47%);

– 67% dos entrevistados ainda apontam a geração de tráfego para o site como um dos principais desafios;

– Quando questionados sobre os investimentos em marketing em 2018, 48% dos entrevistados afirmaram ter orçamento de US$ 25.000 ou menos. Na sequência, 19% afirmam ter entre US$ 25.001 e US$ 100.00 e apenas 2% contam com mais de US$ 5 milhões;

– Sobre o direcionamento dos investimentos, quando questionados sobre quais canais de conteúdo pretendem focar, 55% dos pesquisados miram no Youtube, 53% no Instagram, 50% em vídeos para o Facebook e 43% estão focados em redes profissionais, como o LinkedIn e Xing.

Metodologia

Para o levantamento “O Estado do Inbound 2018”, foram mais de 6 mil pessoas entrevistadas em 99 países – 36% delas de América Latina. O estudo foi feito de fevereiro a março de 2018 e a amostra é composta, majoritariamente, por respostas voluntárias de contatos e parceiros da HubSpot (a empresa suplementou um número menor de respostas do painel em determinadas regiões, como sudeste da Ásia e Europa central para garantir o tamanho de amostra válido).

A base de pesquisa é formada por diretoria executiva como CEOs e CMOs (23%), vice-presidentes (3%), diretores (11%), gerentes (27%) e colaboradores individuais (28%). A amostra foi obtida por meio da Luc.id, um provedor de painel de pesquisa.

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